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terça-feira, 5 de julho de 2016

Resistência Crespa!!!

Desde muito pequena me lembro de você esticado... Na infância era o pente de ferro e a chapinha, ambos aquecidos na boca do fogão... Me recordo como se fosse hoje, mamãe lavava nossos cabelos, em casa somos em três, com shampoo e creme rinse, deixava secar e sentávamos num banquinho na lavanderia. Mamãe passava vaselina em volta das orelhas, nuca, testa e couro cabeludo, pegava o pente quente e passava delicadamente mecha por mecha. A chapinha era o “grand finale”.

Você ficava bem lisinho, mas um cheiro de queimado não muito agradável...

Na adolescência vieram os alisantes químicos: Henê Maru, Wellin, Dalkon, este último tão forte que a medida que ia passando, mecha por mecha, tinha que ir lavando.

O seu courinho, coitado, muitas vezes formavam feridas. Tudo isso aliado ao secador, bobes e babyliss, afinal você tinha que ficar bem esticado.

Depois vieram os alisantes “menos agressivos”, muitos deles importados, mas que agrediam tanto quantos os outros.

Mas a grande revolução mesmo foi a escova progressiva e sua fiel escudeira, a prancha. Ah as progressivas... Prometia um alisamento eficaz sem te agredir. E lá fui eu testar essa maravilha em você...

Pois é meu querido, tantos anos de estica e puxa pra esconder o seu cacheado, o que você realmente era... E você ali, resistindo bravamente!

Mas há três anos decidi que você teria sua volta... Nesse meio tempo usei dread, tranças longas e curtas e aos poucos fui cortando toda parte esticada, cuidando de ti para o seu grande retorno.

E cá está você, voltou, e dessa vez para ficar, meu querido crespo, resistente, forte, belo...

Minha coroa! Por Teresa Cristina Teles.

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